Karina Marques
Boa tarde a todos! Hoje quero postar sobre a grande cantora Etta James. Bom, sou bem suspeita, pois sou uma fã inveterada dessa grande estrela de todos os tempos.
Um segredo: eu já quis ser Etta James. Quando passei a me enxergar e a perceber que me faltava o que ela tinha, tipo uma voz tão potente quanto, desisti da ideia! rs rs rs
Cantora de R&B? Soul? A precursora da mulher no Rock and Roll? Tanto faz, o que importa é que a história dessa mulher merece ser contada!
Etta James, nascida Jamesetta Hawkins, (Los Angeles, 25 de janeiro de 1938 — Riverside, 20 de janeiro de 2012) foi uma cantora norte-americana de blues, R&B, jazz e música gospel. Também era conhecida como Miss Peaches.
Antes da fama
Etta James nasceu na Califórnia, filha de Dorothy Hawkins, uma afro-americana mãe solteira de 16 anos. Filha de pai branco, Etta procurou saber quem era seu genitor, desconhecido até então, sua mãe diz ser Minnesota Fats e do qual ela recebia pensão na condição de manter segredo sobre sua paternidade.
Ela teve o seu primeiro contacto com a música aos 5 anos de idade, tendo aulas com James Earle Hines, diretor musical da escola Echoes of Eden da Igreja Batista de St. Paul, em Los Angeles.
Sua família mudou-se para São Francisco, Califórnia, em 1950, e em 1952 Etta e mais duas amigas formaram o trio (As Creolettes), o qual viria a chamar a atenção de Johnny Otis. Otis inverteu as sílabas do seu nome para lhe dar uma melhor sonoridade assim surgindo o seu nome artístico. A partir daí Otis investiu na garota começando a gravar os seus primeiros temas.
Começo da fama e carreira
Sua primeira gravação, e seu primeiro êxito R&B, foi de sua própria autoria, “The Wallflower (Dance with Me, Henry)”, uma música-resposta para a músia de Hank Ballard, “Work with Me, Annie”. Em 1954, Etta gravou juntamente com a banda de Otis e com Richard Berry, o qual cantava a segunda voz. A canção não estava totalmente boa, e foi re-escrita por Georgia Gibbs, ganhando o título de “Dance with Me, Henry”. Também gravou momentaneamente o Etta James & the Peaches, com diversos hits e foi contratada mais tarde pela Chess Records em 1960.
Saiu em turnê com Johnny “Guitar” Watson juntamente com Otis nos anos ’50 e foi citada por Watson como a penúltima influência em seu estilo.
Ela lançou vários duetos com Harvey Fuqua (de The Moonglows), do qual surgiu o seu maior sucesso já gravado, a belissima e clássica “At Last”. A canção, que apareceu juntamente com outros êxitos como “All I Could Do Was Cry” e “Trust in Me”, foi incluída no seu álbum de estreia, “At Last!”.
Etta James teve um sério problema de drogas e romances mal sucedidos, que interferiram em sua carreira. Posteriormente ela tem problemas com a obesidade (chegando a ter quase 200 kg), que levaram-na a fazer uma cirurgia gástrica em 2003, fazendo-a perder quase 100kgs. Em 2003 Etta James recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Etta fez tours pela América junto com seus dois filhos, Donto e Sametto. Em 2011, com uma participação não-creditada, porém, autorizada, cantou com o rapper Flo Rida, na música Good Feeling.
Cinco dias antes de seu aniversário de 74 anos, ela finalmente sucumbiu à leucemia e outras doenças no Riverside Community Hospital, na cidade de Riverside, na Califórnia.
A Morte
No dia 20 de Janeiro de 2012, aos 73 anos, Etta morreu, vítima de uma Leucemia. Ela foi diagnosticada com a doença em janeiro de 2011.
Confira:
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Itamar Assumpção… simplesmente dispensa comentários desnecessários. Sua biografia fala por si. Vamos aos fatos.
Itamar de Assumpção (Tietê, 13 de setembro de 1949 — São Paulo, 12 de junho de 2003) foi um compositor, cantor, instrumentista, arranjador e produtor musical brasileiro, que se destacou na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990.
Biografia
Itamar de Assumpção nasceu em Tietê (interior de São Paulo) no dia 13 de setembro de 1949. Bisneto de escravos angolanos, cresceu ouvindo os batuques do terreiro de candomblé no quintal de sua casa. Cresceu em Arapongas, no Paraná, onde se mudou aos 12 anos. Chegou a cursar até o segundo ano de Contabilidade, mas abandonou a faculdade para fazer teatro e shows em Londrina. Aprendeu a tocar violão sozinho e, ouvindo Jimi Hendrix e arranjos de baixo e bateria, apaixonou-se pelo baixo. Mudou-se para São Paulo em 1973 para se dedicar à música.
Vanguarda Paulista
Itamar Assumpção foi um dos grandes nomes e contribuidores da cena alternativa que dominou São Paulo nos anos 70-80 do século XX, movimento que convencionou-se chamar de Vanguarda Paulista. A Vanguarda Paulista reuniu artistas que decidiram romper o controle das gravadoras sobre a produção e lançamento de novos talentos nos anos finais da Época das Trevas Modernas – anos anteriores a Internet. Os representantes desse movimento eram artistas que produziam e lançavam seus trabalhos independentemente das grandes gravadoras, eram os – hoje pecas de museu – LPs. Criavam suas próprias micro-empresas e gerenciavam a si mesmos. Itamar Assumpção era nome frequente na lista de shows do Teatro Lira Paulistana em Pinheiros, palco que foi denominador comum a todos os membros da Vanguarda Paulista – todos os representantes do movimento invariavelmente por ali passaram.
Itamar, ao lado de Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premê (Premeditando o Breque), dos Pracianos (Dari Luzio, Pedro Lua, Paulo Barroso, Le Dantas & Cordeiro e outros), marcou sua obra basicamente por não ter tido interferência dos burocratas das gravadoras, o que fez com que sua obra fosse tida por tais gerentes e críticos de cultura rasa, como “difícil”.
Esses artistas, pela rebeldia, ousadia e audácia ganharam a alcunha de “Malditos”. Itamar detestava tal rotulo e retrucava. A polemica era outra área na qual dava-se bem, talentoso que era com as palavras não só no âmbito poético. O duelo verbal lhe apetecia como forma honesta de defender a integridade do artista assim como – ao observador atento assim parecia – dava-lhe prazer triturar argumentos dos que com cultura limitada tentavam dirigir o processo de criação do artista. Em uma de suas tiradas mais famosas disse: “Se tivesse que ouvir conselho, pediria ao Hermeto Pascoal…” ou então: “Eu sou artista popular!”, bradava indignado.
Entre suas canções mais conhecidas estão Fico Louco, Parece que bebe, Beijo na Boca, Sutil, Milágrimas, Vida de Artista, Dor Elegante e Estropício.
Conhecido como “maldito da MPB”, o músico misturou samba com rock e funk, entre outros ritmos estrangeiros, em letras impregnadas de sátira e crítica social. Foi influenciado pelos trabalhos de músicos de variados gêneros, como Adoniran Barbosa, Cartola, Jimi Hendrix e Miles Davis, além de poetas como Paulo Leminski e Alice Ruiz.
Seus três primeiros LPs, (Beleléu, Leléu, Eu, 1980 lançado pelo selo Lira Paulistana; As Próprias Custas S.A., 1983; Sampa Midnight, 1986), foram relançados em CD pela Baratos Afins em 1994. Seu único LP produzido por uma grande gravadora e da Continental, intitulado Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava…, de 1988. Todos com a Banda Isca de Polícia.
Em 1994 lançou a série Bicho de Sete Cabeças (três LPs também na forma de dois CDs), acompanhado pela banda Orquídeas do Brasil. Em 1995 lançou um CD com músicas de Ataulfo Alves , novamente com a Isca de Polícia, que foi premiado como melhor do ano pela APCA.
Entre composições suas que fizeram sucesso com outros interpretes estão Nego Dito, com o sambista Branca de Neve, Já deu pra sentir e Aprendiz de Feiticeiro, com Cássia Eller, Código de Acesso e Vi, não vivi, de Zélia Duncan[3].
Faleceu em 2003, de câncer de intestino.
Discografia
Pretobrás III – Devia Ser Proibido (Caixa Preta), Selo SESC SP, 2010.
Pretobrás II – Maldito Vírgula (Caixa Preta), Selo SESC SP, 2010.
Vasconcelos e Assumpção – isso vai dar repercussão, Elo Music/Boitatá, 2004. Com Naná Vasconcelos.
Pretobrás, Atração, 1998.
Ataulfo Alves por Itamar Assumpção – Pra Sempre Agora, Paradoxx, 1996.
Bicho de Sete Cabeças Vol III, Baratos Afins, 1993.
Bicho de Sete Cabeças Vol II, Baratos Afins, 1993.
Bicho de Sete Cabeças Vol I, Baratos Afins, 1993.
Intercontinental ! Quem Diria! Era Só o Que Faltava !!!,Gravadora Continental, 1988.
Sampa Midnight – isso não vai ficar assim, independente, 1983.
Às Próprias Custas S/A. Independente, 1981.
Beleléu, Leléu, Eu. Lira Paulistana, 1980.
Parceiros
Ademir Assunção
Alice Ruiz
Alzira Espíndola
Bocato
Carlos Careqa
Chico César
Luiz Tatit
Ná Ozzetti
Paulo Leminski
Paulo Lepetit
Vange Milliet
Arrigo Barnabé
Vânia Bastos
Suzana Salles
Tata Fernandes
Virgínia Rosa
Músicos que já gravaram Itamar
Arrigo Barnabé
Carlos Careqa
Cássia Eller
Denise Assumpção
Luiza Possi
Ney Matogrosso
Rita Lee
Tom Zé
Vange Milliet
Zélia Duncan
Naná Vasconcelos
Branca Di Neve
Ceumar
Bocato
Confira:





























